CONTATOS NA FAZENDA VINAGREIRA:

 JOSÉ DE FREITAS-PI

 

 

Por Flávio Tobler
(Equipe UPUPI)

                                                                                  

 1. Pesquisa ufológica: uma árdua tarefa

 

    Realizar uma pesquisa de campo na área ufológica é uma tarefa árdua e cansativa. Muitas vezes nos deparamos com situações inesperadas, que somente quem convive com o fenômeno é capaz de superar. Se já é difícil lidar com aspectos terrestres, imaginem tentar entender as circunstâncias que desafiam nossa capacidade de compreensão e raciocínio. Das viagens que tenho feito por algumas regiões do nosso Estado, o Piauí, muitas coisas tenho ouvido falar pelas pessoas simples, mais sinceras, dos seus encontros com os chamados objetos voadores não identificados (óvni) ou ufos (inglês). Para mim estes objetos já estão em plena identificação (não fazem parte da nossa sociedade contemporânea) e se fazem, vivem ocultos por meios ainda incompreensíveis aos padrões atuais. Tamanha capacidade de monitoramento em todo o nosso Estado, leva-me a crer que seu “ponto de apoio” ou melhor “bases de operações” estão camufladas em embocaduras, serras ou outro lugar qualquer que foge a sua localização.

    Há uma constante estratégia por nós, pesquisadores da ufologia, no sentido de tentar antecipar um acontecimento em dado espaço terrestre. Precisamos a todo custo, estarmos de “orelhas em Pé” como diz o velho ditado popular.   Não deixando passar qualquer informação que se somam a tantas outras. Assim, nossos arquivos estarão mais completos, para visualizarmos as peças ainda espalhadas deste imenso “quebra-cabeça” que estar sobre nossas cabeças e em todos os lugares desta imensa esfera azul chamada Terra.

2. José de Freitas e o fenômeno OVNI

    O Piauí é um Estado bastante rico em acontecimentos ufológicos. Imaginamos que do montante dos relatos existentes, menos de 1% chegam de fato ao nosso conhecimento. A ausência de conhecimento científico do fenômeno pela população, principalmente nas zonas rurais, contribui para esconderem suas experiências dos demais, na tentativa de evitar a ridicularização, o deboche e a gozação somente daqueles que ainda continuam “alienados” de uma realidade tão presente em nosso Estado.

    Já tinha conhecimento que fatos estranhos estariam acontecendo na região de José de Freitas. Estes chegaram a mim pela reportagem exibida por uma emissora local e matéria vinculada também em jornal. Faltava apenas conhecer de perto sua casuística com relação aos fenômenos de grande intensidade que tirava o “sossego” de muita gente.

    Surgiu a possibilidade de estar bem mais perto dos fatos, quando um conhecido meu, senhor Deusdete veio a mim e relatou que em sua fazenda, coisas estranhas estavam acontecendo já a um certo tempo.Tenho  observado em minhas pesquisas, que não é necessário ir muito longe para está informado sobre os fenômenos ufológicos. Parece-me que somos constantemente estimulados para uma tentativa de “encontro” ou compreensão melhor desta realidade.

    Parti de Teresina-PI num sábado, 14 de novembro de 1998, e muito cedo já estávamos na estrada. Nosso destino inicial era o município de José de Freitas. No carro além deste pesquisador, senhor Deusdete, seu filho Jorge e o motorista, estavam nos planos, uma parada neste município para que outro passageiro, o Hélio integrar-se a esta viagem. Para se chegar a esse destino, partindo de nossa capital pelo sentido norte (BR-343), entra-se à esquerda na altura do posto da Polícia Rodoviária Federal, pela PI-113, e percorrem-se inicialmente uns 50 Km até a sede do município. Segundo dados do IBGE, este tem uma área de 1.639 km2, numa altitude de 137 metros. Limitando-se ao norte, com União e Barras; ao sul, Altos e Teresina e União. É uma cidade que tem atrativo turístico. Dois grandes açudes têm proporcionado uma vida nova ao município. O açude Pitombeira e o açude do Bezerro. Este último, nos finais de semana, grandes caravanas se destinam as suas águas. Soube pelas opiniões dos “contatados” que o fenômeno intensificou-se ainda mais depois da sua construção.

    Os proprietários das diversas barracas instaladas as suas margens, são testemunhas de acontecimentos inusitados que se tornaram rotina. Convivem com o fato a muitos anos, identificando até o período de maior intensidade das “aparições” das luzes que dançam e fazem acrobacias sobre o grande lago. Abaixo visualizamos melhor a dimensão deste açude e a sede do município, imagem de satélite fornecida pela Embrapa.

 

Figura 2. José de Freitas e açude do Bezerro. Fonte: embrapa/ Internet. 

    Existe ainda a possibilidade que o(s) óvni(s) esteja(m) usando estas águas para sua camuflagem ou outro meio possível. Fato evidenciado pela freqüência de avistamento sobre o imenso açude. Os relatos as suas margens são de grande intensidade, e ficaram para uma futura pesquisa.

    O meu destino como pesquisador solitário, pois nesta viagem não houve a possibilidade de ter o acompanhamento do grupo, era a fazenda vinagreira que fica a uns 25 Km aproximadamente de José de Freitas, no sentido norte. Seguindo pela PI-113 em direção ao município de Barras. Na localidade “os Marcos” à esquerda de vai neste sentido, entra-se por uma estrada vicinal e percorrem-se alguns quilômetros até a sede da fazenda.

    Estive por lá apenas um dia, e fiquei impossibilitado de percorrer áreas circunvizinhas. Estava condicionado ao proprietário, e mesmo nos arredores desta propriedade entrevistei algumas pessoas com muitos contatos. Constatei que a incidência do fenômeno na região é de grandes proporções. Os moradores já estão “acostumados” e até assistem de suas casas o sobrevoou do objeto sobre a mata.

   

      

       Figura 3. O autor na sede da fazenda.             Figura 4. Entrada da propriedade.  Fonte: o autor

    

    Nas imagens acima, podemos ter uma pequena noção de como se estrutura esta propriedade. Tem uma extensão de 700 hectares, e no passado foi produtora de cera de carnaúba. A fauna e flora estão conservadas, além da sede oferecer todo conforto possível. Na época da minha pesquisa, havia até um posto telefônico. Criações das mais diversas promovem um cenário tipicamente de uma fazenda nordestina e acolhedora.

    Os casos pesquisados, arquivados em fita de VHS, confirmaram que a atuação dos extraterrestres naquela região foge até uma possível estimativa de quantas ocorrências já aconteceram e ainda se multiplicam naquele cenário interiorano. Se me fosse permitido percorrer áreas circunvizinhas, não haveria possibilidade narrativa dos fatos aqui. Alguns moradores estiveram na fazenda à noite, onde pude entrevistá-los, como mostra a imagem a seguir.

 

 

Figura 5. Moradores na porta da fazenda.       Figura 6. Cenário magnífico na lente do autor.Fonte: o autor

 

  Casos interessantes como ocorrido com o senhor António Gonçalves (58 anos), lavrador e morador vizinho à fazenda vinagreira. Este já perdeu a conta de quantas vezes viu o “aparelho” (designação regional para o fenômeno óvni). Seus vizinhos costumam também ver o objeto sobrevoando a floresta da porta de casa. António narrou alguns encontros bem mais próximos, entre eles o acontecido em 15 de maio de 1997. Eram 21:00 horas aproximadamente quando retornava juntamente com seu amigo José de uma pescaria no rio maratoam, que fica a uns 6 Km de sua residência. Ao percorrer de bicicleta 1 km e conversando naturalmente com seu companheiro, foram surpreendidos com uma “luz” muito intensa que “investiu” sobre eles. António vinha na garupa e jogou-se sobre uma moita juntamente com José. Conta ele que o brilho era muito intenso e azulado, não sendo possível observar diretamente o objeto. Tamanho susto fez com que ficassem quietinhos e não querendo observá-lo, numa tentativa de saírem daquela situação inesperada. Depois de um bom tempo, o foco luminoso apagou-se, permitindo com que ambos continuassem o seu percurso.

    Outra ocorrência ufológica com António verificou-se sem data estabelecida, quando retornava com sua esposa de uma reunião política da residência do senhor Maurício. Ao passar pelas casas dos senhores “Zé ranrrão” e “marizão”, o “aparelho” jogou o “reflexo” (designação popular para indicar um foco luminoso em sua direção), fazendo com que ambos se escondessem em uma moita próxima. A “luz” não demorou muito se apagar e logo retornaram ao percurso até sua casa. Desde essa experiência, sua esposa criou um medo intenso deste(s) objeto(s).

    Fato bem mais recente a época que estive por lá, deu-se com o mesmo em julho de 1998. Foram a uma pescaria no mesmo rio já mencionado, juntamente com os colegas: o filho e “profilho”. Os últimos não acreditavam no fenômeno e até ridicularizavam os contatados. Conta António que ao saírem do rio, vinham de carro( bugre), e já foram surpreendidos pelo objeto luminoso sobre a mata ainda distante. Os dois que andavam com ele,  ficaram a discutir se era ou não o “aparelho”. Fato concreto deu-se rapidamente quando o ponto distante apagou-se e acendeu sobre o veículo. O carro “morreu” e parou por ele mesmo afirmou o contatado. Todos os ocupantes caíram sobre as moitas existentes e ficaram a observar tamanha luminosidade a procurá-los e desprovido de qualquer barulho.

    António nos conta sobre outros relatos ocorridos naquela região e que tiveram como personagens principais moradores circunvizinhos e mais distantes. Fatos acontecidos com Sabino, amigo seu que lhe narrou a sua experiência.Este foi atingido por um raio disparado do objeto quando andava numa estrada que dá acesso a fazenda às 21:00 horas aproximadamente. Com muita dificuldade conseguiu arrastar-se até uma moita e de lá pode observar os seres de estatura pequena a procurá-lo. Não obtendo êxito foram embora, permitindo com que a vítima conseguisse chegar a sua residência com muita dificuldade.

    António nos falou também de outro fato acontecido com uma mulher que mora na localidade “Pai Luís” a uns 18 km da fazenda. Não foi possível checar os fatos in loco e nem ele de lembrar do nome da protagonista desta experiência. Garantiu-nos que na região todos conhecem o fato. Esta senhora teve um encontro com estes “seres” e houve um diálogo entre eles. Também confirmou que são de estatura pequena e cabeça desproporcional. A mulher teve problemas de saúde em virtude deles terem “retirado parte do seu sangue”.

    Outra experiência aconteceu com Deusdete Costa Filho (61 anos), lavrador e morador da fazenda há muitos anos. Conta ele que em agosto de 1997, teve também um encontro com este “aparelho” a porta desta propriedade. Eram 20:00 horas quando na companhia de sua esposa Maria Dalva e sua filha Maria Francisca retornavam para sua casa. Perceberam  uma luz muito forte que “acendeu-se” e passou a brilhar numa intensidade fortíssima e de cor azulada. Em seu relato descreveu que a mesma parecia “soltar raios” para todos os lados. Sobrevoando numa velocidade quase acelerada e tentando algo parecido como um pouso na área. Segundo a sua trajetória, Deusdete descreveu com sendo do sul para o nascente (leste).

    Após alguns minutos e próximo a umas carnaúbas (palmeiras), ela apagou-se, tornando a brilhar um pouco mais à frente. Isso se repetiu até não sendo possível mais visualizá-la. Aproveitou este intervalo, para esconderem-se sucessivamente embaixo de umas árvores até chegar dentro da propriedade. Lembra ainda que a altura do objeto ultrapassava um pouco a mata, talvez assim estariam bem mais perto de suas “intenções”.

     Segundo seu relato, o óvni tem sido visto por muita gente numa parada de ônibus próximo a esta localidade. Conhecida como parada do “Portela”, na estrada que liga ao município de Lagoa Alegre (PI). Geralmente às 5:00 horas da manhã aproximadamente, visualizam o objeto seguindo uma trajetória ascendente, hora acendendo e apagando até se perder de vista. Nos contou ainda que alguns evitam irem sozinhos para esta parada, ou mudam de horário quando pretendem pegar o transporte coletivo.

    Lembrou-nos que um morador da fazenda, de nome “Chico lima”, hoje residindo no município de José de Freitas, teve uma experiência quando retornava com o amigo Osvaldo do rio Maratoam. Este relato deu-se a uns 15 anos, evidenciando que o fenômeno ocorre já a um certo tempo, e com muita intensidade. Os mesmos esconderam-se embaixo de um bacurizeiro e moita próxima, deixando até a bicicleta no local, evadindo-se assustados com o encontro inusitado. 

    Estive também na residência do vaqueiro da propriedade, que fica próxima a sede da fazenda. Conversei com José de Ribamar filho (18 anos),

E filho deste último. Contou-me que o fato deu-se a uns dois meses atrás, ou seja, no mês de setembro (1998) aproximadamente. Lembra que acordou às 3:00 horas da manhã, e como rotina diária pretendia recolher o cavalo que estava no campo, no sentido de colocá-lo no curral e providencia sua alimentação. Ao sair de casa e caminhado uns 50 metros aproximadamente, percebeu uma luz intensa e avermelhada a deslocar-se sobre as palmeiras. Diante do fato inesperado, ficou parado e observou que também o objeto fez o mesmo, como se notasse a sua presença. Escondeu-se embaixo de uma moita e percebeu que o óvni logo depois seguiu sua trajetória inicial. Após esta experiência, tem evitado sair no mesmo horário de antes.

                            

                                   Figura 7: Ribamar mostra o local. Fonte: o autor

    Ribamar, na imagem acima, afirma ainda outro fato que se soma às ocorrências ufológicas da região. Nos conta e até aquele momento sem conhecimento do proprietário, que algumas pessoas estranhas tem vindo a um local próximo as roças vizinhas e não muito distante dali. Pelo seu relato “quando não vem de helicóptero, vem de carro”. Cavam um buraco num morro próximo, instalam alguns equipamentos, e não deixam os moradores aproximarem-se. Isto tem se repetido algumas vezes. Não foi possível chegar ao local, por motivos já revelados, mais fica registrado estas informações para um breve retorno a região e com maior tempo possível de pesquisa. A principio não sabemos se existe relação com as “aparições”, talvez sejam geólogos trabalhando para o governo ou empresa privada. O único fato estranho nesta história foi à ausência de permissão e conhecimento do proprietário em relação a estas pessoas.

                         

                         Figura 8. Hélio (camisa azul). Fonte: o autor

    Vindo de José de Freitas juntamente conosco, ouvi o relato de Hélio (imagem acima), figura bastante conhecida na cidade. Contou-me que num certo dia, as 19:30 horas aproximadamente, ao está no açude do bezerro, o maior da região e com atrativos turísticos, visualizou um objeto sobre o mesmo e a uma grande altitude. Percebeu ainda uma trajetória tipicamente de um óvni, quando este subiu bruscamente num ângulo reto e fez uma manobra de 90 graus, seguindo rumo ignorado. Em seu relato, afirmou que não acreditava nos relatos dos outros até vivenciar uma experiência própria.

    Um relato interessante ocorreu com um caçador, que não foi possível vincular seu nome, e que pude entrevistá-lo no retorno da fazenda a Teresina (PI). Ao sairmos da propriedade já tínhamos algumas informações sobre acontecimentos na localidade “Pai Luís” que fica alguns quilômetros dali. Ao chegarmos neste local, ouvimos os seus relatos na presença de outros moradores, como mostra nas imagens a seguir.

  

Figura 9. O caçador (camisa azul).                Figura 10. Senhor Deusdete (proprietário). Fonte: o autor

 

   Contou-nos que o fato aconteceu quando vizinhos seus, Antonio José e sua esposa Maria do amparo foi tomar banho num riacho bem próximo dali. Num dado momento o objeto luminoso apareceu atingindo António com um “choque” (raio paralisante). Ao cair, não encontrou força para ergue-se, sendo ajudado pela sua esposa. Mesmo com dificuldades, ambos conseguiram andar alguns metros adiante, sendo seguidos até um pé de jatobá. Neste instante alguns moradores ouviram os gritos de socorro das vítimas e saíram de suas casas para ajudá-los. Nesse momento, entrou em cena este caçador que se armou de uma espingarda e disparou três vezes sobre o “aparelho”. A sua tentativa era de afugentá-lo, e num dado momento este se apagou, acendendo em seguida e dando vôo rasante sobre as casas. Tentou disparar novamente, sendo impedido pelos populares. Após alguns minutos o objeto tomou rumo ignorado e desapareceu.

    Fatos como estes se torna rotina naquela região de grande incidência ufológica. Parece que estes(s) objetos(s) não se intimidam com os seus moradores. Como se estes fossem “cobaias” para suas pesquisas ou intenções desconhecidas e obscuras da grande sociedade. Isso mostra como há um despreparo geral, seja da população ou das autoridades em proporcionar alguma forma de amenizar tamanho sofrimento psicológico, e talvez físico se comprovado. Não podemos abandonar estas vitimas a sua própria sorte. Então o que fazer e como lidar com este fato. Devemos sempre que possível informar, esclarecer estas populações sobre o que estão vivenciando. Se a ciência ainda procura não oficializar a ufologia pelo simples fato de não se ter o objeto de estudo, pode ser que a qualquer momento, alguém possa até derrubar um artefato deste com seus ocupantes. Todo equipamento por mais avançado que seja possui suas falhas, e se isso acontecer a quem deve ser condenado?

    Um pobre morador ignorante e desprovido de informação sobre o fato. Perseguido, traumatizado por suas experiências do “outro mundo”. Ou os seres que procuram investirem obscuramente sobre a população. Será que mais uma vez estaremos vivenciando uma nova varginha, onde parte da população não teve a iniciativa de registrar (foto ou filme) nenhuma movimentação das autoridades na caça aos “extraterrestres”. Fatos como estes pesquisados ainda ocorrem naquela região de Jose de Freitas, e estimulam a nós pesquisadores da ufologia, a estarmos monitorando sempre que possíveis ocorrências que vão além dos avistamentos. E por falar em imagens, seria possível você leitor caracterizar a figura exibida no início deste artigo. Com que ser parece aquele ponto luminoso, sei o que vi a porta daquela fazenda, talvez não seja o que você esteja pensando. E se for, deixo a dúvida no ar para estimulá-los. Podemos a qualquer hora deparamos com uma nova varginha ou algo parecido. O verdadeiro ufólogo não é só aquele que pesquisa o que já aconteceu, mais sim aquele que passa a sentir que a verdade não está somente lá fora, mais às vezes do nosso lado e bem mais perto aos nossos olhos.        

* Flávio Tobler é Técnico Eletrônico, Geógrafo e especialista. Membro do Grupo UPUPI.

Outro artigos acesse www.upupi.com.br. Contatos: flaviotobler@hotmail.com

Dezembro de 2004